Saudade da vida que nunca tive,
Saudade da esperança e paz
Saudade do amor que deveras temo, pelo orgulho que ainda carrego
Saudade da casa arrumada em flores o ano todo
que permaneceu nos meus sonhos mais profundos de noites que já nem me lembro mais
Saudade do abraço confortável
das juras de amor de quando a mentira era verdade
porque a verdade é cruel demais para ser dita a felicidade.
Saudade de quando a esperança era forte e quando tornava a minha vida mais fácil
Esperança que morre e com ela morremos aos poucos
para renascer a cada dia
Saudade da força implacável de um coração incorruptível
que descobri não ser tão incorruptível assim, mas fraco.
As vezes é preferível viver uma mentira na felicidade
a viver a verdade na solidão...sonhos que se vão.
Que saudades dos tempos em que contos de fadas faziam sentido.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
CONTRADIÇÃO
Ficamos longe do que queremos, porque o tempo todo reforçamos o que não queremos. Repetindo, revivendo nossos próprios medos e contradições.
Pensamos tantos nos erros, vivenciando-os como se dissemos a nós mesmos:
vivo o que não quero viver, sofro o que não quero sofrer porque eu sei o que é o sofrimento, e só sabe se vivenciar.
Isso se dá porque não sabemos como escapar das contradições enraizadas de nosso próprio coração, porque isso é uma grande contradição.
Medo... puro e simplesmente medo de sermos o que gostaríamos de ser, porque para tanto, é necessário matar o que já existe internamente e se desligar dos julgamentos externos do que vem a ser fraco.
O fracasso nos mostra que é necessário a reorganização do pensamento, este que nos encoraja a reconhecermos os erros como amigo de nossa própria construção e não como nosso maior vilão.
Meu mundo cai no instante em que acordo para ele. Nesse despertar percebemos que a nossa maior dificuldade é o perdão.
Perdão primeiramente de si mesmo. E é neste momento em que a contradição novamente nos sorri.
Porque para perdoar e si mesmo é admitir o erro, sua extensão e consequência... é colocar-se como responsável de seus atos sem que com isso tenha algo que justifique a não ser você mesmo e sua fragilidade como ser humano. Sem estender a culpa subjetiva a alguém ou a uma situação.
Perdoar não é voltar atrás, mais seguir a adiante e fazer tudo novo, criando novas perspectivas. Tentativas de superar velhas contradições.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
AMOR ERRANTE
quanta dor causas-te,
quanto remorso carrego dentro de mim por não regar a flor,
que deveras plantou, sobre a culpa de não regar a árvore prima.
Primazia mais que meus olhos de simulados,
são teus olhos hostis embebidos em lágrimas torpes
de quem desespera-se por não saber que o amor
tem dessas coisas
E acaba-se um ciclo, uma vida partilha
uma história sofrida... o que vale a pena afinal?
nossos olhos ludibriados, por um sentimento avesso
que nem mesmo nós sabemos como descrever...
talvez porque não se descreva, mas se sinta.
Apenas sei que de tudo fiz para vive-lo, e vivi, e perdi... e
perdemos.